Uhhh! Hora dos #ContosDaBruxa 👻

Rosana sempre viveu tranquila na fazenda dos pais. Porém, havia um segredo: Uma parte da terra que o pai sempre ia, ficava sozinho, e voltava mais silencioso. A mãe nunca deixou Rosana seguir o pai até lá, e sempre disse que era importante respeitar tal atitude.

Rosana respeitou sim, mas depois de um tempo da morte dele, ela voltou a sentir curiosidade. Primeiro, ela foi direta e perguntou para a mãe, que se recusou a falar. Diante disso, foi até a casa dos avós, que ficava mais no meio da fazenda. Os avós, que eram os pais de sua mãe, disseram “ah, é coisa errada do passado”. O que será que era?

Sendo uma mulher de mediunidade porreta, Rosana sempre usava amuletos para evitar sentir certas energias. A cabeça até doía, mas ela achava que era somente medo. Se enfiou no meio do mato e lá foi para esse pedaço de terra misterioso.

Assim que atravessou o terreno até onde sua mãe permitia, Rosana sentiu uma dor no peito. Agoniada, se mexeu bruscamente para não cair no chão. Acabou se agarrando em um monte de mato alto, que lhe arrancaram o colar. Ah, logo o colar que continha seus pequenos amuletos! Rosana sentiu uma energia fúnebre, rancorosa. Chorou. Uma tontura a pegou de surpresa e ela tentou correr. Ficou perdida no meio do matagal. Gritou, pediu socorro, mas ninguém viria. Ela sabia disso. Sem seus amuletos, sentindo aquela força sinistra, acabou cedendo ao pânico total e desmaiou.

Depois dessa loucura, exausta, foi caminhando e conseguiu chegar em uma parte cujo mato estava mais baixo. Avistou um espantalho mal feito, horroroso, que parecia rir dela. E ali estava o problema.

Aos pés do espantalho, ela teve a visão de uma moça com uma criança. E o próprio pai do lado deles. De repente, sentiu um tremendo ódio vir da mulher. Como num passe de mágica, achou o caminho de volta e foi choramingar para a mãe. Cabisbaixa, sem demonstrar surpresa, a mãe pediu desculpas e confessou: aos pés do espantalho estava a mulher e a criança que ela mandou matar para ficar com o pai de Rosana. Ele sempre soube, mas se calou e ressentiu até o final da vida.

 

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Beijokas!

Autor: Rosea Bellator
E-mail: oficinadasbruxas.odb@gmail.com
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