William Adolphe Bouguereau (1825-1905) -  Flora e Zéfiro (deus dos ventos do Oeste) - (1875).
William Adolphe Bouguereau (1825-1905) – Flora e Zéfiro (deus dos ventos do Oeste) – (1875).

Ao som dos ventos do Oeste
Danço suavemente apreciando cada movimento
Cada beijo quente em minha nuca
Cada sopro envolvendo meu corpo
Zéfiros, carrega-me em teus braços!
A alegria, o amor, a excitação!
Deito sob a relva fresca
Tão verdinha!
Regojizo-me ver os pequenos pássaros namorando
E todas aquelas cores de flores!
Tulipas, Margaridas, Girassóis e Antúrios
Uma cena tão belamente formada
Só pode ser obra da Natureza!

Ao Som dos Ventos do Oeste
Ergo-me como uma pena
Minha face cora devido Sol
Certamente este é um presente dos Deuses!
Giro de braços abertos
Preciso sentir-me girar como a Roda da Vida
Que agora traz me Ostara
Desperta-me o amor!
Rogo às Moiras, tenham piedade!
E então sinto uma flecha
Seria o cupido?
Avisto do outro lado o Caçador
Ele é um esplendor, vindo de meus sonhos
O Sol brilha ainda mais forte em suas costas
Posso ver sua perfeita silhueta
Deuses, ele é perfeito!

Ao som dos Ventos do Oeste
Nos aproximamos,
Olhamos nos olhos um do outro
Um calor no invade
Os ventos parecem querer nos unir
Uma força nos impulsiona
Mas ainda não é o momento!
Sorrio-lhe e deixo claro
Ostara é somente o preparo
Ele sorri de volta e beija minha mão
Quanta adrenalina!
O coração dispara e me avisa
Nada é por acaso

Ao som dos Ventos do Oeste
Ele vai embora
Oh Caçador!
Caçaste meu coração!
Minha mente explode em mil cores
Há amor!
Sinto-me tão feliz que não controlo as lágrimas
Fui escolhida para celebrar a vida
Como a Deusa e o Deus
Iremos nos amar!
Já posso ver
Já posso senti-lo
Em volta das fogueiras[bb]
Próximo ao fogo
Sob o luar!
Aguarde-me Caçador, Beltane chegará !

Rosea Bellator

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