Faz tempo que não temos “Como conheci a Magia!”, não é?

Hoje vamos conhecer a história da Megla! Leia, veja que você não está sozinho! E caso ainda tenha medo da magia, não tenha! Vamos lá?

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“Eu sou Megla, 17 anos. Nasci num mês no qual não caiu uma gota d’água, mas no dia do meu nascimento ocorreu o maior temporal do ano. Prematura, cabelos pretos e olhos azuis, nascida numa quinta-feira 13. Desde o primeiro dia em casa troquei o dia pela noite, e desde a mesma data fiquei próxima aos animais, ja que minha mãe nunca manteve a cadela que ela tinha longe de mim, por achar injusto deixa-la de lado.

Nasci com o perfil da família, nariz e queixo proeminentes, formando uma meia lua. O famoso perfil de bruxa. Desde lá eu sabia quem eu era. Eu era uma bruxa.

Cresci numa família italiana temperamental e barulhenta, meus cabelos negros se tornaram naturalmente loiros e meus olhos, verdes. Fui apresentada as histórias de família cedo, aos 4 anos. Meu bisavô foi enterrado vivo e minha bisavó e a irmã dela eram o que minha família batizou na época de bruxas, e foram elas que migraram da Itália. 13 anos depois, mês passado, descobri que eu realmente vinha de uma família tradicional de bruxas italianas, e que a stregheria  se perdeu e algo a colocou no meu destino. Minha mãe sabia que era bruxa, mas ela preferiu deixar aquilo quieto e esperava que aquilo não viesse a mim. Quando veio, anos antes de eu descobrir a razão do meu interesse pela bruxaria, minha mãe aceitou, e, principalmente, eu aceitei.

Tive sempre gostos muito diferentes das crianças da minha idade, e, mesmo com meu medo do escuro, eu não conseguia me manter longe do ocultismo.

Com o tempo, perdi meu medo do escuro assim como perdi meus olhos verdes, que se tornaram castanhos. Me acostumei com filmes de terror, com os arrepios recorrentes e com o meu estranho habito de acordar sempre as 3h da manhã. Tive meu primeiro contato com um espirito que se manteve ao meu lado por muito tempo.

Eu era católica, mas só tinha ido a igreja uma vez quando pequena e voltei chorando, entao nunca mais fui. Assim, não fiz catequese e minha mãe não me forçou.

Descobri a magia propriamente dita com 11 anos, quando ela simplesmente surgiu na minha vida para me dar explicações de todas as coisas estranhas que aconteciam comigo. Sem Harry Potter, devo ressaltar. A wicca entrou na minha vida, e eu puxei uma amiga junto comigo.

Fiquei na wicca por três anos, mas nunca me iniciei, algo me dizia pra não fazê-lo, então eu obedeci.
Meditei e descobri meu nome, fiz poções, comprei e quebrei 12 pêndulos até descobrir que ametista, cristal e ágata eram pedras que não aguentavam minha energia, e que ônix era a pedra que não armazenaria minha energia, e sim jogaria ela pro ambiente, se tornando assim o único pêndulo que conseguiria manter.
Aumentei minha coleção de livros, decorei meu quarto em função da bruxaria, troquei meu pentagrama a medida que eu evoluía, o de latão por um de ferro, depois por um de prata e outro de bronze.

Minha amiga anunciou que iria deixar a Wicca para se dedicar a umbanda e eu terminei indo com ela duas vezes para o centro, onde incorporei pela primeira vez. Foi apenas mais uma confirmação para mim. Eu nasci para estar naquele caminho.

Conheci uma garota que se tornaria a pessoa a me acompanhar na bruxaria, eu ensinei a ela sobre a Wicca e ela me fez perceber que a religião não era pra mim. Eu era bruxa em todos os sentidos, eu acreditava em variados deuses, e, principalmente, eu não conseguiria ficar longe de certos tipos de magia. Quando me perguntam, digo que pratico bruxaria tradicional, mas não necessito por um rótulo no que eu faço. Eu sou tudo e me orgulho disso.

Dois anos depois, nós ainda praticamos juntas. Duas bruxas, duas histórias, essa é a minha.”

 Megla

Viu só? Cada um conhece o caminho da magia de um jeito! E você, como foi? Mande um e-mail pra Oficina das Bruxas! O e-mail é: oficinadasbruxas.odb@gmail.com .owl1 megla

Existem muitos bruxos solitários por aí que não entendem o que está acontecendo consigo mesmos, não entendem a situação ou mesmo tem medo – sua história de como tudo aconteceu pode ser o que falta para eles!

Estou esperando o e-mail de vocês, ein!

Beijokas!

Rosea Bellator

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Bruxa natural, sem medo de botar a cara no Sol. Sacerdotisa de Sekhmet, com orgulho. Taróloga pra todas as horas. Escritora sem vergonha, fazer o que, né? Libriana sim, mas com ascendente em Aquário, dá licença!? Aqui a conversa é fluida, sem drama, sem segredos. Bem, segredinhos só na hora de bater o tambor cazamigas! Falou em magia, já to lá! #ÉnóisQueVoa!

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