Existem muitas Deusas.

De muitos nomes.
De muitos rostos.
De muitos jeitos de ensinar.

E talvez você não saiba qual delas chamar agora. Talvez você nem esteja sentindo nada. Nem conexão. Nem arrepio. Nem vontade. Só um vazio meio chato. Uma distância das suas práticas. Uma sensação de “eu já fui uma pessoa mais próxima da magia”.

Se isso está acontecendo… esse ritual é pra você.

E não, você não precisa saber qual Deusa vai ouvir. Alguma vai. Sempre tem uma que escuta quando o chamado é sincero. Será aquela que tem algo para te ensinar neste seu momento.

Então vem cá…

Sem culpa por ter se afastado.
Sem promessa grandiosa de virar sacerdotisa amanhã.
Só um passo pequeno de volta.

Leia tudo com calma. Separe as coisinhas. Faça pensando: “eu mereço me reencontrar”.

O que você vai precisar:

  • 1 vela branca
  • Um punhadinho de lavanda seca
  • Um caldeirão, panela pequena ou qualquer recipiente que aguente calor
  • Fósforos
  • Um copo com água

Simples. Porque o retorno não precisa ser complicado.

O Ritual

Escolha um momento tranquilo. Desliga o celular. Sério. Abre uma janela se puder.

Coloca a vela na sua frente.
A lavanda ao lado.
O copo de água perto.

Respira fundo umas três vezes. Sem forçar nada “místico”. Só respira.

Acenda a vela.

Segura a lavanda entre as mãos e diz, do seu jeito mesmo:

“Deusa que caminha comigo,
mesmo quando eu me afasto,
se a Senhora me escuta,
me ajude a voltar.”

Coloca a lavanda no caldeirão e acende. Se necessário, pode colocar um pouco de álcool, não faz mal. Deixa a fumaça subir, vai devagar.

Enquanto ela sobe, fale de coração, ou pode usar estas palavras aqui sem medo:

“Eu me perdi um pouco.
Me distraí.
Me cansei.

Mas eu não quero ficar longe pra sempre.
Se for da tua vontade,
abre meus caminhos de volta.
Reacende em mim a vontade de praticar,
de sentir,
Me ajude a lembrar quem eu sou.”

Não precisa chorar. Mas se chorar, tudo bem.

Um momento de silêncio.

Agora sente-se confortável. Olhe pra chama da vela por um tempinho. Depois fecha os olhos.

Imagina um caminho simples se formando na sua frente. Nada cinematográfico. Só um caminho claro. No final dele, tem uma presença. Pode ser que você não veja o rosto. Mas você sabe que é seguro.

Fica aí alguns minutos. Só respira.

Se vier pensamento aleatório, deixa passar.
Se vier nada, também está tudo certo.

Quando sentir que deu, prossiga…

Pegue o copo de água e diga:

“Eu aceito voltar no meu tempo.
Eu aceito recomeçar pequeno.
Eu aceito ser guiado de novo.”

Bebe um pouco da água.

Agradece. Do seu jeito. Não precisa nome. A Deusa sabe.

Deixa a vela queimar até o fim, se puder. Se não, apague e reutilize essa vela para qualquer feitiço de abertura de caminhos.

As cinzas da lavanda você pode soprar ao vento ou colocar num vaso de planta.

Esse ritual não é sobre fazer algo grandioso. É só sobre dar um passo.

Às vezes o sinal não vem na hora. Às vezes vem no dia seguinte, numa vontade simples de acender uma vela de novo.

Existem muitas Deusas.

E uma delas sabe exatamente onde você está, sabe exatamente o que você precisa.

Se de repente você já tem uma deusa ou deus, já sente a presença, mas não está conseguindo entender… Então te recomendo uma aula com uma tiragem de Tarot “o que as divindades estão dizendo?”. Vem, clica aqui: Oficina de Grimório: Tarot dos Deuses

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Um beijo!

Autor: Rosea Bellator
E-mail: oficinadasbruxas.odb@gmail.com

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