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Nas Cartas ela viu
Sabia que não era certo
Nas Cartas ela viu
Sabia que não iria dar certo
E desceu a rua, até o Sol raiar
Sabia que não deveria
Bateu na porta dele
Queria-o de volta
Sabia que não funcionaria
Teimosa, ela chorou
Bateu o pé
Chorou, desmoronou…

Senhora Moça Teimosa
Birrenta de energia vil
As Cartas ela usou
Nas carta ela viu
O amor dele acabou
O amor dela não era amor
Obsessão não é paixão
Sabia que era errado
Sabia que era errado…
Foi avisada inúmeras vezes
Mas ela tinha sede
Queria-o porque sim
Queria-o ou não teria ninguém
Era seu troféu

Senhora Moça Teimosa
Mais uma vez as cartas foi ver
E a mensagem curta e grossa
Seu coração ofendeu
Senhora Moça Teimosa
Não desistiu, não se arrependeu
Chamou Moça Vendida
E Ambas fizeram o feitiço vil
Feitiço que cega
Feitiço que chora
Feitiço que torna a mente febril

Senhora Moça Teimosa
Realizou seu feitiço vil
Desceu a rua até o sol raiar
E na porta dele foi bater
Sabia que era errado
Sabia que não ia funcionar
Desafiou o amor verdadeiro
Em nome de um orgulho doentio
Cego e febril
Ele abriu a porta
E bailando foram fazer amor
Amor doente não dura muito

A Senhora Moça Teimosa descobriu
Nem mesmo nasceu a criança
E tudo de ruim já acontecia
Senhora Moça Teimosa
Mais uma vez as cartas foi ver

Senhora Moça Teimosa
Chorou com a mensagem que saiu
“O Três de Espadas não engana ninguém
A Morte sobre os Enamorados também
E para que não tivesse dúvidas
O Diabo saiu sobre A Roda da Fortuna
Num futuro não distante
O Julgamento vinha sorrindo”

Senhora Moça Teimosa
Procurou a Moça Vendida
Queria desfazer o feitiço
Queria desfazer o maldito
A maldição até pode ser desfeita
Mas suas consequências jamais

Senhora Moça Teimosa
Apanhou até o sangue escorrer
Louco de amor doente
O moço não aguentava de ciúme
Antes do feitiço se acabar na Lua Escura

Senhora Moça Teimosa
Despedia-se desse mundo como uma mancha imunda…
Não pense que a Moça Vendida saiu de bem
Sabendo da Senhora Moça Teimosa
Ela sabia que pra ela tinha também
Tinha o pagamento pelo feitiço cruel
Pagando com o que tinha de bem
Moça Vendida ficou sem nada
E da miséria viu o moço se levantar
O coitado parecia um zumbi
Que ela ajudou a derrubar

Ahh… se arrependimento matasse!
Ahh.. se as cartas elas ouvissem
Sabiam que era errado
Sabiam que não iria dar certo
Não enfrentassem o amor verdadeiro
Que curassem suas mágoas
E orgulhos feridos
Moça Vendida aprendeu que trabalho honesto é duro
Mas não tem sua alma perdida
Moça Vendida viveu
Moça Vendida aprendeu
Agora vaga por aí
Acompanhada do remorso
E do que poderia a vida ser…
As Cartas sabem
Nas Cartas estão respostas
Veja e concorde
Mude o que dá pra mudar
Mas não enfrente o amor verdadeiro
Que estas não vão ajudar
Ahh… não há escapatória
Não há

Escrito por Rosea Bellator
E-mail: oficinadasbruxas.odb@gmail.com

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