Histórias! Grandes movedoras da inspiração!

Hoje vamos conhecer a história da Adriana! Leia, veja que você não está sozinho! E caso ainda tenha medo da magia… pare com isso já! Vamos lá?

conheci - chapéu de bruxa” Olá, Rosea e leitores

Conheci o blog há pouquíssimo tempo e sei que não foi por puro acaso hehe Resolvi contar minha história com a magia porque sinto que talvez eu possa ajudar alguém com as minhas palavras. 

Ao contrário do relato da maioria eu não cresci em um lar cristão, então eu sempre tive muita liberdade pra tudo. A magia sempre esteve presente na minha vida, sempre pude senti-la. Minha vó me levava a uma igreja católica e eu me sentia absurdamente desconfortável a ponto de passar mal (não pelo local e a religião em si,mas pelas pessoas). Eu nunca cheguei a crer nas palavras cristãs e por muito tempo pensei que não acreditava em nada, tudo o que eu ouvia eram palavras vazias a respeito de um Deus que eu não sentia. O que eu sentia de verdade não estava dentro de uma igreja. 

Na casa onde eu moro tem muitas plantas,terra e uma parte de terreno onde meu avô plantou uma ou duas árvores, as outras estão aqui há décadas. Desde muito pequena eu me enfiava no meio delas,me fingia de fada,de bruxa,de exploradora e viajante de terras distantes. Enfiava as mãos na terra,falava com as flores,pegava lagartas e corria na chuva. E quando eu falava com o vento ele soprava de volta pra mim. A energia que eu sentia era surreal. Me sentia parte daquilo como cada grão de terra. E eu cresci assim,em meio as plantas,terra,árvores e danças com o vento. A natureza era minha única certeza,onde eu sempre soube que seria meu lugar não importa onde estivesse.

Conforme fui crescendo peguei o hábito de ler a exemplo do meu pai,que tem muitos livros. E minha mais doce lembrança é a de quando ele trazia pra mim uma revistinha chamada W.i.t.c.h. Como eu amava aquela revista! Aquelas meninas bruxinhas,cada uma com seu elemento,fazendo suas magias. Além de todo o conteúdo da revista que era fantástico. Me lembro de ter feito alguns feitiços “bobinhos” que ensinavam. Infelizmente a revista foi descontinuada no Brasil e meu pai substituiu minha leitura semanal por revistas Capricho (o que me deixou influenciada de maneira ruim por um tempo), Atrevida e etc. Porém sempre me aparecia algo relacionado a magia,mesmo nessas revistas. Algumas tinham matérias sobre oráculos por exemplo e eu ficava fascinada. Mas em uma revistinha boba dessas,não me lembro qual,eu encontrei uma matéria que falava claramente sobre a magia,a bruxaria em uma religião. Era a Wicca. De quebra além da explicação ensinavam dois feitiços “bobinhos” de amor e de autoestima. Eu fiz ambos. O de amor não deu lá muito certo hahahaha o que foi bom porque eu era uma pirralha com zero maturidade pra isso (e a Deusa sabia,obviamente) mas o outro funcionou. Funcionou talvez porque eu pedi a Deusa de um jeito tão fervoroso que fui atendida,mesmo nunca tendo a chamado antes. Eu senti o poder dela,a energia,a força. E foi algo tão real que eu não podia negar,dizer que era algo da minha cabeça. Era físico. E foi a primeira vez que eu tive contato com uma divindade e senti sua presença.

Depois disso passei a buscar mais informações. Lia muito sobre diversas religiões,povos antigos e me encantava com os celtas. Como não tinha computador eu me virava como podia. E sempre as “coincidências” surgiam. Uma colega de escola um dia me deu um pentagrama. Fuçando nas coisas antigas da minha avó encontrei um caldeirãozinho que tenho até os dias de hoje. Encontrei um livro sobre Wicca em uma livraria e guardei minhas moedas até conseguir comprá-lo e assim iniciei meus estudos. Cada acontecimento,cada escolha que tomei foi me levando mais e mais para o caminho que eu sentia que deveria trilhar.

Apesar de ter me afastado dos estudos durante muito tempo eu nunca deixei de sentir a conexão. Toda vez que olhava a lua,que sentia o vento ou que sentava embaixo de uma árvore eu sentia a força e a energia dali. E mesmo que eu tenha me tornado uma filha meio birrenta e cabeça dura uns tempos atrás, e de ter passado por um período péssimo devido a esse afastamento, eu fui trazida de volta e fui acolhida. Acho que os deuses sempre nos mostram de alguma maneira que não devemos nos esquecer deles e que eles estão sempre conosco. Ainda sou uma aprendiz, sei que tenho muito a entender,a conhecer. E não tenho pressa.  

O conselho que deixo é que se atentem aos sinais,aos chamados. Não pensem que é só uma impressão,algo da cabeça de vocês ou só uma vontade maluca,um impulso esquisito. Não deixem de perceber a energia,a ligação. Não ignorem aquela voz interior,aquele instinto,aquele arrepio no corpo dizendo “não vá por aí”. Nada disso é por acaso. Tudo o que nos foi mostrado,cada acontecimento em nossas vidas, foi necessário pra nos trazer onde estamos hoje. Seja grato e continue buscando. Não tenha vergonha em ser iniciante,na vida somos eternos aprendizes,ninguém detém um conhecimento absoluto. Não tenha pressa. Não tenha vergonha. Não tenha medo. E agradeça sempre que puder.

Fiquem em paz!”

– Adriana N 

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Viu só? Cada um conhece o caminho da magia de um jeito! E você, como foi? Mande um e-mail pra Oficina das Bruxas! O e-mail é: oficinadasbruxas.odb@gmail.com .

Existem muitos bruxos solitários por aí que não entendem o que está acontecendo consigo mesmos, não entendem a situação ou mesmo têm medo – sua história de como tudo aconteceu pode ser o que falta para eles!

Quer ver outras histórias? Tem aqui: Histórias dos Leitores.

PESSOAL, ATENÇÃO: aos que finalmente encontraram seu caminho com algum deus ou deusa, envie pra cá também! Como foi essa descoberta? O que você sentiu durante sua caminhada? Não tenha vergonha! Sua história pode ajudar outras pessoas!

Estou esperando o e-mail de vocês, ein!

Beijokas!

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Bruxa natural, sem medo de botar a cara no Sol. Sacerdotisa de Sekhmet, com orgulho. Taróloga pra todas as horas. Escritora sem vergonha, fazer o que, né? Libriana sim, mas com ascendente em Aquário, dá licença!? Aqui a conversa é fluida, sem drama, sem segredos. Bem, segredinhos só na hora de bater o tambor cazamigas! Falou em magia, já to lá! #ÉnóisQueVoa!

3 COMENTÁRIOS

  1. Omgg! Meu primeiro conato também foi pela revista W.I.T.C.H! A pouco tempo até descobri que tenho algumas pedras só por que elas vieram de brinde em uma das edições da revista! rsrs Como eu ainda era novinha e nem me ligava sobre isso acabei levando um dia para a escola ( uma escola adventista) e deu mau auê na secretaria. Fizeram até uma reunião de professores e chamaram minha mãe na direção. Eu, inocente ( ou lerda mesmo rsrs), só fu entender o por que um bom tempo depois que tinha saido da escola.

  2. Uma história bem diferente da que costuma publicar, Rosea. Um ponto que muitos que iniciam no caminho da magia acabam não pegando é a questão de de ouvir a intuição, o seu eu interior. Seja por receio, medo do desconhecido, falta de acreditar em si.

    Lembro da Suma Sacerdotisa do templo que frequentei dizendo sempre aos estudantes: “sinta com o umbigo”. Eu realmente sabia o que significava, porém não estava segura de mim no sentido de como eu deveria começar a “sentir”.

    E aí é que entra esse texto. Mostrando que não adianta ter incenso, altar completinho. Se você não se entrega a essa energia; ao que está ao redor, nada disso terá um efeito mágico (já que a magia é a intenção que você joga ao universo). Serão apenas “instrumentos”. A parte ritualística é importante, sim. Mas se não se entregar plenamente, não fazer de coração, realmente sai errado ou não acontece nada.

    Ser uma bruxa é nos conectarmos com a Terra e com o Universo. Portanto, devemos ouvir mais o nosso eu interior, aos sinais (mas sem aquela paranoia de que tudo que surge é uma sinal do universo rsrs), “sentir com o umbigo”.

    Esse texto deu um up no meu trilhar.

    Gratidão à Adriana N que fez esse texto inspirador para todos nós e pela Rosea que cede o blog aos leitores a contarem suas histórias!

    Blessed Be!

  3. Amei o relato, é lindo demais.
    Quando jovem, por sentir algo diferente em mim, comprei livros de bruxaria, mas, que foram descobertos por minha família que os descartaram. Agora, estou aqui bem recente no blog, e me sinto feliz por estar recebendo as postagens. Obrigada.

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