“Você sabe o que é um covén ?” 

por Lunna de Ayne

Se você abrir os olhos para o mundo em sua volta, você achará que o Mundo Natural está constantemente tentando dizer a você sobre seu próprio movimento, sua mudança, seus guardiões, seus totens. A informação existe, você apenas tem que aprender como recebê-la.

Foto: Rosea Bellator.
Foto: Rosea Bellator.

Formando um Covén

É o nome dado a um grupo de bruxos(as), que se unem num laço mágico, físico e emocional, sob o objetivo de louvar a Deusa  e o Deus, tendo em comum um juramento de fidelidade à Arte e ao grupo.

Um  Covén  tem como filosofia “Perfeito Amor e Perfeita Confiança”. Isto quer dizer que dentro do Covén  deverá prevalecer a união, pois um Covén é, antes de mais nada, uma família.

Tradicionalmente, ele abriga o máximo de treze pessoas. Quando esse número excede, há uma divisão, e cria-se então os Clãs, formados de vários grupos originados de um Covén inicial comum. Num grupo tão pequeno, todos tornam-se de vital importância, e a falta de qualquer membro é facilmente sentida. Em Bruxaria, não existe nenhuma entidade Hierarquia. O Covén não precisa ser associado a nenhuma fundação “maior”, como um grande “chefe” comandando tudo. No entanto cada tradição tem sua organização própria  sendo umas mais piramidais que outras ou ainda mais ou menos fechadas em relação aos novos membros.

Tensões por poder são comuns em todos os lugares. Nessas horas de disputa mesquinha o ideal é que se afastem os membros envolvidos e que se escolha um outro para o cargo. Moderação e diplomacia são sempre preferíveis à decisões ríspidas e autoritárias, mas pulso firme no momento certo, assegura a estabilidade dos laços. Para tornar-se membro de um Covén, o(a) Bruxo(a) deve primeiro encontrar um Covén e ser iniciado, deve submeter-se a um ritual de comprometimento no qual os ensinamentos e segredos internos do grupo são revelados. A iniciação é seguida de um longo período de treinamento, onde a confiança do grupo é aos poucos conquistada. Ou, se não for possível encontrar um Covén de portas abertas o(a) Bruxo(a) pode escolher uma tradição que admita a auto-iniciação e formar seu próprio grupo de pessoas interessadas, que estudarão, se dedicarão e se tornarão, com um pouco mais de esforço, um Covén… Um Covén mantém encontros periódicos   para o treinamento, exercícios, troca de experiências, comemoração dos Sabás  e Esbás , além de trabalharem juntos em outros rituais. A disciplina é essencial na formação de uma consciência mágica comum ao grupo e de uma Egregóra  (que é, para simplificar, a força mágica do grupo e sua repercussão no Astral[bb]).

Cada Covén tem seu próprio símbolo  e nome, suas regras, suas características, seu método de estudo e “carisma mágico próprio”. Covens próximos podem e devem trocar influências, porém sempre respeitando a individualidade de cada membro.

Mais que tudo, um Covén é um organismo vivo, pulsante, que responde segundo seus membros. Se alguém está doente, mal-intencionado, desequilibrado, angustiado, isso tudo se reflete no desempenho do grupo, nos resultados dos rituais. Por outro lado se há alguém extremamente bem, feliz, disposto, energizado, isso também é dividido com os membros que sentem a energia do Covén. O Covén une seus membros muito além do plano físico, até mesmo no emocional. A união é uma simbiose  mágica. O que um sente é notado por todos, o que um passa é sentido por todos. Reza o ditame: “Os laços de um Covén são mais fortes que o sangue”

As bruxas ,quando se encontram, identificam-se , reencontram o amos próprio, o senso de dignidade, respeito a si ,às irmãs, à Natureza e aos Deuses, os Caminhos florescem, a certeza aparece e a sorte flui.

Esta é a energia de uma Egrégora positiva, sem manipulação ou interesses pessoais.

Quando várias bruxas se reúnem  com o mesmo propósito de alma, abertas ao sagrado tornam-se também  sagradas perante os  Deuses.

Cada Bruxa é um tijolo que constrói o Covén,  fincando suas raízes num pacto informal de cumplicidade e irmandade.

Quando abrimos nossos braços para o abraço da Lua, nos preparamos para uma rajada de energia feminina  da Deusa Mãe, quando abrimos nossas mãos em forma de Lua recebemos a Luz do Deus Pai por ela  a Lua , refletida .Quanto mais coeso o grupo , mais benção recebidas dos planos divinos.

É  nesta hora então que nossas  forças se unem , perdemos nossas formas  tornando –nos um círculo  mágico. Lembrando-nos  como éramos há milênios atrás  , hoje nos encontramos no mesmo local após termos trilhado o Tempo, as pedras, as lágrimas e o fogo, para encontrarmos a luz , a cor, a verdade e a nota que o Universo criou no Templo cônico para dançarmos no mesmo ritmo  do tambor xamânico e do Coração de  Gaia.

Lunna de Ayne

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Lunna de Ayne a é uma bruxa que conhece, estudou e conviveu por anos em um covén e que eu confio muito para falar sobre o assunto com vocês, meus caros leitores. Ela procurou ser fiel a tudo que aprendeu e passou, tentou também ser imparcial em seu artigo. Eu gostaria muito de deixar aqui um contato dela, mas por enquanto ela me pediu para ficar anônima, se quiser enviar alguma mensagem diretamente para a Lunna de Ayne me mande um e-mail que encaminho imediatamente para ela: oficinadasbruxas.odb@gmail.com, coloque Lunna de Ayne no Assunto. Como dito no artigo, os covens não são iguais, portanto pode ser que o que você conhece não seja 100% igual ao que leu aqui. Espero que tenham gostado!

Rosea Bellator

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2 COMENTÁRIOS

  1. Em um mundo “ideal”, um grupo de pessoas reunidas com um mesmo objetivo seria o paraíso, ne?! Nunca participei de um Covén, mas se tratando de seres humanos, posso arriscar em dizer( por observação e vivencia) que a vaidade, o ego, são os fatores que muitas vezes atrapalham o conviivo harmônio, seja em que grupo for (trabalho, familia… grupo religioso, politico… etc).
    Um tesouro seria conseguir reunir pessoas com o mesmo grau de humildade, paciência, solidariedade, bem comum, disposição, desprendimento …
    Quem não sonharia em fazer parte de um grupo coeso?! Eu adoraria… mas… rsrs
    🙂
    bju

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